CAPÍTULO  IV

 

                             Queridos pais, peço-lhes que me iluminem com a bênção de sempre.

                             Mãezinha, passamos o aniversário de Julho com a preocupação de recuperar-lhe as forças orgânicas, e, por isso, a nossa palavra de agosto é como se fosse dita no mês passado1.

                             Fico feliz de vê-la mais forte, com meu pai sempre firme no trabalho e na fé em melhores dias. Rogo-lhes serenidade perante as lutas que, por vezes, desabam na viagem da experiência humana.

                             Continuo na certeza de que o Cristo de Deus é o nosso companheiro de todos os instantes. Em qualquer crise ou dificuldade, lembre-se de que trazemos esse Amigo Divino e Eterno por dentro de nós. Prossigo, graças a Deus, ampliando o trabalho que me foi confiado.

                             Os setores agora são muitos, mas não me esqueço de nossa área afetiva e tenho procurado auxiliar a nossa querida Axima no desenvolvimento do Wadyzinho. O sobrinho se esforça para consolidar posição e nós estamos diante do gramado a torcer por ele, a fim de que a vitória da saúde o habilite a estar mais seguro na vida que recomeça.

                             Nosso estimado Wilson é aquele pai amoroso e amigo e me sinto contente ao ver os irmãos queridos, cumprindo a missão do lar com a fé em Deus orientando a família.

                             Mãezinha Jandira, espero que o seu tratamento de saúde prossiga sem alteração, tanto quanto rogo ao Papai para que não despreze o concurso da Medicina. O corpo é um barco e a Terra é um grande mar. Temos que atravessar as águas da experiência, sem permitir que elas nos inundem a embarcação, a fim de afundá-la fora de lugar e fora de tempo.

                             Peço não se incomodarem com manifestações nossas em outros campos de atividade espiritual2. De fato, a pesquisa e o tentame são nossos, buscando sempre novos caminhos de intercâmbio para o bem, mas consideramos que é tão difícil fazer isso, como não é fácil abrir uma vereda em manta ainda inexplorada e de acesso difícil.

                             Continuemos fazendo o melhor que pudermos na caridade, sem esquecer as diretrizes que nos são traçadas no Centro Perseverança. Bússola não falta. Luz não se apaga. Caminhos se mostram abertos. Facilidades nos acompanham. Sendo assim, a solução do problema está sempre em nós mesmos.

                             Perseverar é escolha nossa e espero que prossigamos persistindo na direção do bem aos outros, a reverter-se invariavelmente em benefício a nós mesmos.

                             Papai, peço seja comunicado aos companheiros de Sumaré que estamos agindo e que a obra terá condições para se ampliar como é preciso. Aquela gente boa é uma equipe de trabalhadores valorosos e agradeço as suas atenções de amigo para com nossos irmãos de trabalho e de ideal. É preciso construir e construir sempre para benefício de todos3.

                             Mãezinha, o nosso irmão Benedito Schmidt4 está presente e se mostra agradecido pelas lembranças e preces que lhe são dirigidas.

                             A querida tia Clotilde e o vovô Abrahão aqui se encontram conosco e deixam-lhes saudações afetuosas. E Eu, na gratidão de sempre, peço ao querido Papai e à querida Mãezinha abraçarem por mim o nosso querido Wilson, a nossa querida Axima e os queridos sobrinhos.

                             Desejando-lhes muita fortaleza e paz, beija-lhes as mãos queridas o filho que continua trabalhando, a fim de ser melhor para fazê-los mais felizes./

                             Sempre o filho muito grato.

 

WADYZINHO

14, AGOSTO, 1980.

 

1)     Habitualmente D. Jandira vai a Uberaba no início de julho, época que corresponde ao aniversário de desencarnação do filho e ao seu próprio natalício. Dessa vez, impedida por enfermidade que a manteve internada durante parte do mês de julho, a genitora do Wady somente pôde estar com Chico Xavier em agosto, daí a observação do filho.

2)     É muito comum chegarem até D. Jandira informações de que o Wady se comunicou nesse ou naquele centro, através de outros médiuns.

3)     Grupo Espírita wady Abrahão Filho, da cidade de Sumaré – SP

4)     Jovem falecido em acidente aéreo ocorrido no ano de 1973, próximo do aeroporto de Orly, Paris.

 

Livro Venceram - Psicografoa Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos